❝ Me encantei por teu sorriso, moço. Apaixonei-me a milésima vista. Não sabes o quão difícil é prosear contigo sem expressar amor tamanho. Eu quis te conhecer, eu quis mostrar o meu melhor sorriso, encantar-me cada segundo mais por teu olhar. Eu quis me apaixonar. E tenho que aceitar… você só enxerga o que convém. - Tolo, pensei - Entreguei meu mundo e você sorriu. Como quem nada quer… como quem opta a solidão por não poder entregar o coração. Você quis seguir sozinho. Eu sempre estive aqui, só você não viu. Dei a ti minh’alma por um sorriso teu, e tu decidiste pular do abismo que me levou para longe de ti. - Ecoava em meus pensamentos ‘o pior cego é aquele que não quer ver’ num tom gradativo - Desaparecestes entre as tuas próprias utopias… as cortinas se fecharam, o encanto acabou.
— Kimberley Cunha
❝ Aqueles olhos castanhos tristes… Que não viviam tristes. Transformaram-se. Por ver coisas que mentes insistem em desacreditar e o coração está cansado de contar. Moça do olhar triste e alma vazia. Procurando na tequila encontrar um motivo para sorrir com o olhar, nem que fosse por alguns segundos. Como curar um coração guiado por utopias imutáveis? Como dizer a si próprio para olhar o futuro de uma forma diferente em meio a lembranças tão dolorosas? Em meio a tantas desilusões? Com a esperança de que um dia o único alguém que te faz sorrir volte a te proporcionar alegria. E seu olhar esqueça todo rancor, toda falta de amor que um dia já viu.
— Kimberley Cunha
Ter-te, e querer mais.
Teu olhar tem mistério. Teu sorriso tem encanto. Tuas palavras tem amor. Não sei quem és. Mas quero mergulhar-me em ti. Quero sentir-te em mim. Quero entender o que é apaixonar-me por alguém idêntico a mim. O oposto é balela. Eu quero os semelhantes. Eu quero nós. Em um por do sol… numa montanha, numa praia, no fim do mundo. Mas quero nós. Entrelaçados. Amantes, bobos, apaixonados. No verão, no inverno, no outono, na primavera. Agora e sempre. Pularia de um precipício se dissesse que iria junto.
Kimberley Cunha
❝ Serenidade é olhar em teus olhos e não angustiar-me por estarmos longe. Encanto é ouvir tuas palavras de amor e não chorar, por serem direcionadas a mim. Conforto é sentir o teu abraço e e perceber que minha alma é afagada por amor tamanho. Alegria é ver o sorriso em teu rosto, e sorrir também. Só por saber que o motivo da tua felicidade, sou eu. Mágico é o entrelaçar de nossos dedos. Como se nossos corações, juntos, se interligassem por nos amarmos. Amar? Amar não é nada, entretanto, tudo. É o rio que não se mergulha e o livro que não se lê. De que vale? O que eu sinto por você é irracional demais para obedecer a questões racionais e lógicas. É te ter, e querer mais.
— A porta sempre esteve aberta, obrigada por entrar. Kimberley Cunha
❝ Havia silêncio, e ninguém na rua. Apenas nós. Dois amantes brincando de apaixonar-se. E o pior… Um pelo outro. Assustador, eu diria. Mas o que poderia fazer? Sentia-me enlaçada pelo teu sorriso e envolvida com teu olhar. Tola. Apaixonei-me pelo primeiro beijo. Amei a milésima vista. Cômico, não? Perdi a conta do tempo em que soube da tua existência. E aconteceu. Numa noite de lua minguante nossos corpos uniram-se em um só. E a meia-noite restou apenas eu e você. Então por dias, multiplicaram-se carinhos. Até o dia em que olhamos um para o outro e não sentimos nada. Absolutamente nada. Acabou o encanto. Só restou o adeus.
— Kimberley Cunha
❝ O vazio dominava minh’alma. Nem tristeza, nem alegria. Nada. Nem amor, nem desilusão. Nadinha. Quando não existem motivos para o riso nem forças para as lágrimas. Quando não se tem motivo para acordar pela manhã e dormir a noite. Quando se está no fundo do poço. Quando se perde a si mesmo.
— Kimberley Cunha
❝ Você simplesmente disse Adeus. Adeus para mim, adeus para nossos sorrisos, nossas conversas, nossas saudades, nossas cartas, nosso amor, disse adeus para nós. Virou as costas e seguiu. Seguiu sua vida sem mim. Enquanto eu, agora vago sem rumo sozinha. Buscando entre vielas te encontrar. Tolo de minha parte procurar-te. Mas, o que fazer para não amar-te mais? O que fazer para não querer-te ao meu lado mais? O que fazer para não querer estar ao teu lado afagando tua alma enquanto chora em meu ombro? O que fazer sem você aqui? Digo, sem ter você comigo. Porque longe, fisicamente, um do outro já estávamos a muito tempo. O que houve conosco, meu anjo? Se é que posso chamar-te de meu. Se é que ainda existe algum sentimento entre nós. Aliás, existe sim. E quem dera fosse reciproco. Dizer “siga em frente com sua vida, está bem?” é fácil demais. Encantador, eu diria. Mas eu te amo. E seguir sem você é doloroso. O que faço? Minha vida tornou-se uma grande interrogação. E o que esperar de mim mesma? Todo o amor pela vida sumiu depois que você se foi. É como se o nosso amor torna-se tudo colorido. E sem você, fica tudo preto e branco. Desilusão dói demais. Jamais direi adeus, então, até logo, Zé.
— Kimberley Cunha
E eu amo você. Minha linda!
❝ Eu sei o que você é, Claire. A quietude em busca da agitação. O medo em busca do perigo. O cego em busca da luz. O exagero em busca da simplicidade. O coração em busca de alguém. Tu consegues ser o que ninguém é, pelo simples fato de jamais desistir do que almeja. És uma eterna busca, uma eterna persistência. O mortal em busca do imortal. És o sonho alto demais. És pés nos céus, e cabeça no chão. A contradição. És a linha tênue entre o possível e impossível. O que jamais se satisfaz. És a perfeição, em busca da imperfeição.
— Kimberley Cunha